in Cartas abertas, Escrita

Divagando entre pirâmides

Engraçado como o cérebro fica mais produtivo no momento em que ele se encontra com o travesseiro. Horas e horas disponíveis para pensar e, quando é para relaxar, resolve fazer outra coisa. Eterno adolescente de pirraça. Mas isso já é sabido. CD riscado.

Pirâmide. Analisando uma, liguei os pontos com a escrita. Depois, quando o assunto foi esgotado mentalmente, me peguei rindo. O assunto e as ideias eram tão obvias que perder aquela meia hora de sono foi tolice. Realmente foi, mas também foi necessário, já que eu ainda não tinha percebido.

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The Story by Ankur

Pirâmide nutricional. Pirâmide social. Todas com um padrão. Uma pirâmide, dã. A escrita segue a mesma lógica, da base ao pico. E foi ridículo o tempo que demorei para ligar todos os pontos. Dividi a pirâmide em quatro elementos.

Sempre dizem que quem quer escrever, precisa ler muito (acho que o título do post deveria ser “coisas óbvias”). Ler é a base da pirâmide, tornando-se o item mais abundante. O que mais deve ser feito: ler. Quanto mais se lê, mas facilidade têm para se escrever. Constatei isso várias vezes. Momentos em que as palavras simplesmente saltavam para a tela depois de eu ter lido páginas e mais páginas de algum outro texto. Certo, base é a leitura.

Pirâmide Literária

Subindo o nível, temos a escrita. Mais abundante que os elementos que virão a seguir. Posso dizer que, talvez, seja uma consequência do nível anterior? Acredito que sim. Escrever pra caramba. Aprimorar-se.

Revisão é o que vem na plataforma seguinte. Depois de se ler muito e escrever, jogar suas ideias para o papel, a revisão é mais do que necessária. Enquanto tentava dormir e pensava nessa pirâmide, separei a revisão em dois níveis (só mentalmente – imagine ela subdividida infinitamente), uma maior e a outra menor, seguindo o formato da pirâmide. Por quê? Já ouviu falar em “revisão da revisão”? É isso. Moldar o seu texto e separá-lo do que não está bom (“está bom”, algo extremamente amplo, mas acho que dá para entender).

No topo, está a Publicação. Tem esse nome, mas significa, basicamente: divulgar (abertamente, leitores-beta, etc…). Você pode atropelar e desestruturar a pirâmide, mas vai se arrepender mais cedo ou mais tarde.

Eu devo ler muito para se escrever muito. Tudo o que eu escrevo deve ser revisado e, da revisão passa (por outra, outra e mais outra revisão) para a publicação. Ou seja, resume-se em: escrevo bastante, reviso e publico pouco. Nem tudo o que eu escrevo é publicado. Nem tudo o que eu escrevo tem qualidade (ou está com qualidade) suficiente para sair por ai e chegar aos olhos dos outros.

E tudo isso é extremamente óbvio, não é? Próximo.

  • Jônatas Amaral

    Coisas óbvias. Sim, todas fazem sentido plenamente, nunca as organizei desta forma, mas já passando três anos da minha vida me dedicando ao estudo das Letras, da Literatura, dos Textos verbais e não verbais, além de anos da infância lendo, escrevendo, aprendendo a revisar e descobrindo como mostrar ou não, é fácil entender a organização desta piramide.
    Óbvio, sim, mas nem tanto. A quem queira desconstruí-la não concordando com ela, insistentemente. Quantas vezes eu não fui esse cidadão.

    Jônatas Amaral
    alma-critica.blogspot.com.br