in Cartas abertas, Escrita

Tchau, meu velho

13. Foi um número bom. Pensando bem, foi um número excelente. Acho que esse foi o que mais contribuiu para boas memórias. Para momentos significantes. E isso é muita coisa pra quem esquece o que comeu no café da manhã. Um ano positivo. Alguns tropeços. Algumas lágrimas. Mas um ano que, quando relembro, um sorriso largo logo aparece.

Tchau, meu velho

Talvez tenham sido as atitudes diferentes. Uma cabeça diferente. A noção de que cada dia te deixa diferente. De que cada dia tem algo além do que uma má experiência faz parecer. Talvez tudo isso tenha sido reflexo dos quilos abandonados no ano anterior. Ou reflexo das conversas que tive com pessoas fantásticas. Inspiração. Admiração. Ainda bem que as tenho pelas pessoas certas.

Fiz e vi muita coisa pela primeira vez. E foi bom. Viajei. Conheci pessoas que curtem literatura e escrevem. Tive um conto publicado. Vi meu canal crescer. Cresci com ele. Fotografei. Descobri que não era confuso, mas um tanto lerdo. Foram necessários só 15 anos para isso. Não fiquei triste, eu ri. Como ri. Fez muito sentido e me deixou mais aliviado. Comecei a escrever textos mais pessoais. Mostrando as minhas sombras, os cantos escuros onde me escondo. Sem expectativas. Sem julgamentos. Comecei a gostar do que escrevo.

Um ano cheio de vídeos, de textos e de ideias. De novas vontades. De gargalhadas. Sempre me renovando, afinal de contas, palavras bem colocadas são uma fonte e tanto de motivação. Sorrisos e lágrimas se misturaram, competindo conforme os dias passavam. Por alguma razão, decidi focar toda a minha atenção para o que me deixou feliz. Para quem me deixou feliz.

Pensado aqui, acho que se o café da manhã resolvesse me atacar em um dia aleatório, seria um bom jeito de me fazer lembrar do que tentei comer… É, mas espero que nenhuma comida me ataque em 2014.

Tchau, meu velho. E, Luan, se solte mais.