in Contos e Crônicas

Acaso

Foi diferente. Manso e vagaroso, mas não por isso menos intenso quando percebido. Arrancando um sorriso largo, arrepio gostoso e palpitar num ritmo novo. Já conhecia esse sentimento, mas não dessa forma. O que muitas vezes veio sem controle, hoje se mostrou calmo e despreocupado.

Talvez tenha sido a situação que serviu de catalizadora. Talvez o tempo que amadureceu alguma coisa aqui dentro. Ou pode até ter sido algo desplanejado pelo acaso. Acredito nessas coisas, o acaso. Faz-se presente aos poucos para depois causar uma mudança grande. O futuro é resultado de acasos do presente.

Apresentamos o que temos enrolado em panos gastos pelas experiências. Tentamos esconder algumas cicatrizes que achamos que possam assustar. Tentamos evidenciar alguma qualidade que acreditamos que possa agradar. Dá um frio na barriga. Uma explosão de pensamentos, “será que gostou de mim?”.

Um encontro. Dois. Três. É normal querer a presença por mais tempo? Mais vezes? É gostosa, faz bem. O silêncio não é constrangedor, as conversas acontecem e as provocações são interessantes. A cumplicidade, está em algum lugar. Porém, pode ser fruto da imaginação. Algo superestimado. É real? Recíproco? Mas é bom.

Cada relacionamento é único. Se adapta às personalidades envolvidas. Mas a gente aprende que cada segundo, cada beijo e carinho devem ser aproveitados. Vivendo cada dia como sendo o último, de forma bem clichê. Experiências transformadas em algo inesquecível, pelo tempo que durar.

Se, pelo motivo que for, a relação der lugar a outra, não esquecer que a vida não reinicia quando o sentimento se faz presente outra vez. Quando um novo alguém aparece e o coração ganha uma nova sincronia. Tentar entender e aceitar o passado de alguém, é mostrar que se importa de uma forma completamente diferente.

E, bem, apaixonar-se é resultado de um acaso fantástico.

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