in Contos e Crônicas

Promessa

Fiz uma promessa, lá no começo prometi que alguma coisa seria diferente. Não encararia os erros com tanta pressão. Não daria espaço para as insegurança crescerem sem antes promover uma boa lutar contra elas. Não levaria tudo tão a sério, já que a vida é dramática demais.

Quebrei a cara. Alimentei pensamentos e revivi erros que não deveria. Fui encarado pelas sombras daqueles medos mundanos e travei. Congelado com o único pensamento sendo o de procurar algum lugar para me esconder. E tudo bem, não tem problema pensar em se proteger. Correr dos ecos, do frio, da paralisia crescente. O problema está em desistir da luta antes do fim.

De alguma forma, promessas já nascem quebradas. Estabelecer uma resolução e ver ela se partindo aos seus olhos te põe pra baixo, desestabiliza qualquer sensação prazerosa. Te faz desistir antes do fim, criando a ilusão de que se não foi como o planejado, não há mais um propósito para existir. E sem propósito, o que deveria ter sido acaba se tornando parte do eco.

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Imagem: Simon