in Cartas abertas, Contos e Crônicas

Eu te amo

A parte difícil é entender quando essas palavras ganham peso. Na transição da infância para a contínua pirraça da adolescência? Na confusão que vai ganhando corpo conforme a fase adulta se faz necessária? Talvez seja no momento em que começamos a entender as lutas que você precisou enfrentar pra ser quem é. Os sapos que engoliu pensando no melhor para nós. Nas cicatrizes acumuladas no peito.

“Você vai entender quando for mais velho.” É irritante ouvir isso quando está no meio da tempestade. Muito irritante. Porém, tem coisas que só compreendemos com o distanciamento, às vezes com a saudade sondando de perto. E a mágica está em continuar aprendendo contigo, mesmo estando longe.

Mãe, eu te amo. Na distância de um abraço, você me ensinou que gestos podem ser mais significativos que palavras. Que essas 7 letras fazem parte de cada sorriso e gargalhada entre as idas e vindas na cozinha. O levantar no meio da noite fria, só pra reforçar a coberta e checar se estava tudo bem. Os momentos de ensinamento quando algo fugia dos nossos princípios.

Eu. Te. Amo. Por cada momento que só compreendi tempos depois, eu te amo. Obrigado.

Gostou desse texto? Ajude compartilhando nas redes sociais.
Você pode assinar minha newsletter também. Saiba mais clicando aqui.

Imagem: Loving