in Cartas abertas

Ritmo

Você já parou para respirar? Não de forma automática, mas já prestou atenção? Sempre tem algo acontecendo. Um filme pra ver. Uma rede social para acompanhar. Um textão no Facebook para ler. Em todos os lugares, em todos os momentos, a vida não para e o sentimento é de obrigação por ter que acompanhar tudo.

Estou em todas as redes sociais, inclusive na nova: Hello network, do dono do falecido Orkut. Twitter, Instagram, YouTube, Facebook, Snapchat, Vine, Flickr… Acompanhei a mudança pra pior do Instagram, o controle excessivo pelo conteúdo do Facebook. Sei daquelas que me agradam e, através de eventos repetitivos, percebi que a vida lá dentro (na maior parte das vezes) não sofre mudanças drásticas a cada F5.

O vício em checar as notificações, mostrar felicidade, receber “amor” em forma de likes, comentários elogiando o novo corte de cabelo; é excessivo. É danoso. E, o mais importante, faz perder tempo. Dita um ritmo de vida que não consigo manter, mas tentava porque eu me sentia obrigado. Trabalho com produção de conteúdo para a web, minha vida está no virtual. Sem contar isso, meus amigos estão no virtual, as músicas, as notícias, os memes, a família, a próxima receita que vou testar no almoço.

E chega uma hora que isso sufoca. Essa ilusão de necessidade, de estar perdendo algo se não checar as redes só mais uma vez (e em menos de 5 minutos). Acabamos cuidando melhor da nossa vida no computador do que na realidade. É pesado, porque não é o virtual que vai arcar com as consequências dessa negligência. E o tempo. Ele é a nossa única moeda de troca e é jogado fora.

E, então, você já parou para respirar? Parou para sentir o vento no rosto e o alívio que a falta de obrigação em ser feliz faz com você?

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Imagem: Hideya HAMANO

  • Karol❤

    Q show😍 concordo com tudo