Por favor

Quando for entrar, tire os sapatos. Deixe a sujeira do lado de fora e só traga os caminhos pelos quais seus pés passaram. Me mostre as experiências guardadas na mochila. Aos poucos, me deixe expor as cicatrizes talhadas no peito. Ria comigo transformando as sombras em ecos insignificantes.

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Janela

Ele estava deitado de lado aproveitando a brisa vinda da janela logo em frente. A cama era grande, vestida com um lençol de textura lisa, confortável ao toque e convidativo. Atraente para o físico e mente, carregado de lembranças. O som da cortina dançando preenchia o quarto, provocando um show de luzes sutil sobre as pálpebras fechadas.

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Chá

Marcos estava parado ao lado do fogão, com o peso apoiado na bancada. Braço cruzado sobre o abdômen, uma das mãos apoiando o queixo. Olhava fixo para o nada até a chaleira apitar reclamando da água quente. O clima pedia por uma bebida gelada, mas chá recebia passe livre até nos dias quentes.

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